Costumo deparar-me com comentários demagógicos. Comentários de pessoas sem conhecimento sobre a Amazónia e sobre o negócio da exportação de peixes ornamentais. A captura de Discus selvagens faz-se há vários anos e, nos últimos 8 anos, foi alvo de novas regulamentações importantes.
Hoje, por exemplo, a Santarém Discus tem uma quota anual de captura de 4000 peixes. Muitos preocupam-se com a sustentabilidade dos Discus selvagens na Amazónia. Mas o seu conhecimento é limitado, porque nunca vieram à Amazónia, porque não fizeram mais de 500 expedições como nós, em que observámos locais de onde, até agora, não foram retirados Discus selvagens. Ninguém fora do Brasil conhece as regras do Governo.
Existem centenas de locais onde há Discus selvagens ainda por retirar do seu meio e que todos os dias são comidos por predadores, pois faz parte do próprio ecossistema
Quer sejam Discus, Corydoras, Tetras, etc. , etc., a captura não pode exceder os 4000 peixes por ano. Uma plataforma online do Ministério do Ambiente regula a entrada de animais na empresa, acompanhados da fatura do pescador que os capturou, estando este habilitado pelo Ministério das Pescas a emiti-la, bem como pela Receita Federal. Além deste documento, a guia de transporte de animais, chamada GTA, tem de acompanhar sempre a carga. Estes documentos têm de constar na entrada dos animais vivos na empresa, bem como na sua saída quando são vendidos. Também é importante a mortalidade a abater do stock.
Plataforma online do Ministério do Ambiente
Podemos orgulhar-nos de ter 0,1% de mortalidade de Discus selvagens em stock na Santarém Discus , durante esta época 2018/2019 , graças às boas condições que mantemos. Boa filtração, qualidade da água, medicamentos e alimentação. Mesmo a falta de energia constante nesta região da Amazónia não é um fator de perda de animais, porque um gerador é acionado quando falta a energia elétrica.
Assim, tal como o tenho aqui, o controlo sobre os peixes ornamentais é extremamente rigoroso segundo as leis brasileiras. Pelo menos este modelo está a ser bem conseguido no Estado do Pará, onde começou. Fazem-se várias vistorias por ano, bem como a contagem dos peixes em stock para controlar entradas e saídas, assim como as mortalidades. As multas são pesadas para quem falha. Mas mais importante do que tudo isto é a consciência e o bom senso. Este controlo da captura é importante para nós.
Sabemos, ano após ano, nas comunidades que visitamos habitualmente, a quantidade de Discus selvagens que é retirada. Tentamos manter o controlo de cada comunidade, com contratos de exclusividade para a captura de Discus selvagens. Desta forma temos a noção de quantos peixes são retirados por ano. Quando há mais do que uma empresa a retirar Discus selvagens de uma comunidade, é impossível determinar quantos Discus selvagens saem. Há casos de comunidades que, mesmo avisadas de que estão a sair muitos Discus selvagens e de que correm o risco de acabar com eles, não ouvem nem querem saber. Nós temos esse bom senso; muitas vezes os pescadores não o têm, porque isto não representa muito dinheiro no seu rendimento anual.
Este sistema de controlo online, que começou no estado do Pará, no coração da Amazónia, tem tudo para funcionar bem e controlar os peixes ornamentais que são capturados. Esse bom senso faz agora também parte de quem trabalha honestamente neste setor de atividade. Sabemos que muitos trabalham com peixe ilegal e que outros têm mais de 30% de mortalidade que não é declarada nesta Plataforma de Controlo online. Para esses, tem de haver mais fiscais para que as vistorias sejam constantes.
Há muita demagogia e muita falta de conhecimento quando se preocupam com a sustentabilidade dos peixes ornamentais em geral e, em particular, dos Discus selvagens, quando o peixe que serve para comer começa a desaparecer. Como os Arapaimas e outros peixes amazónicos para comer, devido a uma captura excessiva, entre outros peixes amazónicos comestíveis.
Talvez um dia os Discus selvagens fiquem ameaçados , quando alguém começar a capturá-los para comer....
Vitor Hugo Quaresma
Hoje, por exemplo, a Santarém Discus tem uma quota anual de captura de 4000 peixes. Muitos preocupam-se com a sustentabilidade dos Discus selvagens na Amazónia. Mas o seu conhecimento é limitado, porque nunca vieram à Amazónia, porque não fizeram mais de 500 expedições como nós, em que observámos locais de onde, até agora, não foram retirados Discus selvagens. Ninguém fora do Brasil conhece as regras do Governo.
Existem centenas de locais onde há Discus selvagens ainda por retirar do seu meio e que todos os dias são comidos por predadores, pois faz parte do próprio ecossistema
Quer sejam Discus, Corydoras, Tetras, etc. , etc., a captura não pode exceder os 4000 peixes por ano. Uma plataforma online do Ministério do Ambiente regula a entrada de animais na empresa, acompanhados da fatura do pescador que os capturou, estando este habilitado pelo Ministério das Pescas a emiti-la, bem como pela Receita Federal. Além deste documento, a guia de transporte de animais, chamada GTA, tem de acompanhar sempre a carga. Estes documentos têm de constar na entrada dos animais vivos na empresa, bem como na sua saída quando são vendidos. Também é importante a mortalidade a abater do stock.
Plataforma online do Ministério do Ambiente
Podemos orgulhar-nos de ter 0,1% de mortalidade de Discus selvagens em stock na Santarém Discus , durante esta época 2018/2019 , graças às boas condições que mantemos. Boa filtração, qualidade da água, medicamentos e alimentação. Mesmo a falta de energia constante nesta região da Amazónia não é um fator de perda de animais, porque um gerador é acionado quando falta a energia elétrica.
Assim, tal como o tenho aqui, o controlo sobre os peixes ornamentais é extremamente rigoroso segundo as leis brasileiras. Pelo menos este modelo está a ser bem conseguido no Estado do Pará, onde começou. Fazem-se várias vistorias por ano, bem como a contagem dos peixes em stock para controlar entradas e saídas, assim como as mortalidades. As multas são pesadas para quem falha. Mas mais importante do que tudo isto é a consciência e o bom senso. Este controlo da captura é importante para nós.
Sabemos, ano após ano, nas comunidades que visitamos habitualmente, a quantidade de Discus selvagens que é retirada. Tentamos manter o controlo de cada comunidade, com contratos de exclusividade para a captura de Discus selvagens. Desta forma temos a noção de quantos peixes são retirados por ano. Quando há mais do que uma empresa a retirar Discus selvagens de uma comunidade, é impossível determinar quantos Discus selvagens saem. Há casos de comunidades que, mesmo avisadas de que estão a sair muitos Discus selvagens e de que correm o risco de acabar com eles, não ouvem nem querem saber. Nós temos esse bom senso; muitas vezes os pescadores não o têm, porque isto não representa muito dinheiro no seu rendimento anual.
Este sistema de controlo online, que começou no estado do Pará, no coração da Amazónia, tem tudo para funcionar bem e controlar os peixes ornamentais que são capturados. Esse bom senso faz agora também parte de quem trabalha honestamente neste setor de atividade. Sabemos que muitos trabalham com peixe ilegal e que outros têm mais de 30% de mortalidade que não é declarada nesta Plataforma de Controlo online. Para esses, tem de haver mais fiscais para que as vistorias sejam constantes.
Há muita demagogia e muita falta de conhecimento quando se preocupam com a sustentabilidade dos peixes ornamentais em geral e, em particular, dos Discus selvagens, quando o peixe que serve para comer começa a desaparecer. Como os Arapaimas e outros peixes amazónicos para comer, devido a uma captura excessiva, entre outros peixes amazónicos comestíveis.
Talvez um dia os Discus selvagens fiquem ameaçados , quando alguém começar a capturá-los para comer....
Vitor Hugo Quaresma
